terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mãe é mãe.


Engraçado como sempre me imaginei mãe de menino, talvez por meu estilo ser mais desencanado, talvez por no fundo no fundo me imaginar "criando" um lord (pareceu doentio agora que escrevi), bom, o fato é que sempre me imaginei correndo por ai com um pimpolho e nunca com uma princesinha.
Logo que engravidei meu palpite era menino, no meio da confusão de sentimentos, lágrimas e enjôos, acabei por sonhar com meninas, daquelas bem meninas, lacinhos na cabeça, roupinhas de frufru rosinha e etc...acordava assustada, ai meu deus, será que eu seria capaz?
Até um dia do alto de meus 5 meses o bonitão resolveu dar o ar de sua graça em uma ultra-som (eita brinquedinho bom né?!)e ali estava ele e seu pintinho, GAEL!!!!
E assim me senti toda orgulhosa com minha intuição e mais orgulhosa ainda quando as pessoas dizem, intuição de mãe não falha.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Do cão.


Da-lhe hormônios loucos, desenfreados, mal humor do cão, dores nas costas, dor nas penas, da-lhe mal humor do cão... ser mãe é mesmo padecer no paraíso.
E olha que estou a começar.

(http://nu-artistico.blogspot.com/2003/04/nu-artistico-mulheres-gravidas-nuas.html)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amor.


A emoção de sentir a vida crescendo dentro de mim, o coração que bate, bate tão forte que mais parece uma cavalaria, e por outro lado me faz sentir com borboletas zumzumbando para lá e pra cá, me fazendo suspirar, me fazendo levantar vôo...
Dói de tanto amor, por uma coisa tão pequena e tão imensa, que fez minha vida fazer todo sentido antes mesmo de estar em meus braços.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O natal.


Dentro de minha adorável e eterna dualidade, sempre amo e odeio o fim de ano, claro, duas coisas totalmente inconciliáveis e bem do meu feitio.
Sempre amo o fim de ano, por suas cores, luzes, pelas esperadas férias, pelo ócio criativo que se instala, amo por fazer aniversário, começo uma nova contagem com uma idade nova, o que de fato acho digno, amo dar presentes e essa data me deixa livre para tal, amo por que as noites são frescas os amigos mais próximos...amo a doce ilusão de inicio, de que algo novo vai se iniciar, ainda que poucos dias depois, leia-se quando a ressaca acabar, a maioria das pessoas caiam na real que nada se iniciou, e sim, prosseguiu, e a partir daí passo a odiar, não o fato de cair na real, e sim o fato de não me iludir com isso tudo, acabo por perceber que o certo seria a vida ser um eterno natal, (sem o peso católico que temos nas costas), seria bem mais bonito ao invés de um papai noel vestido de vermelho, branco feito pano, ele usar uma camisa de chita sobre sua pele bronzeada, seria bem mais bonito, ao invés de neve (porra, neve!), flores entre os galhos da versão brasileira do natal, seria bem mais bem mais bonito, as pessoas se respeitarem o ano todo e não sairem desenfreadas pelos shoppings a procura de presentes, sentar na mesa com as pessoas que amamamos, e amar o ano todo, nada de lágrimas de crocodilo e musiquinhas de esperança, quando o dia a dia conta muito mais, não me apetece nem um pouco a histéria coletiva em que o mundo entra no fim de ano, o quanto se bebe, o quanto se é feliz,como se a felicidade só existisse neste dia, quando a vida está ai todos os dias, quando a felicidade está ai todos os dias pra ser usada.
Esse fim de ano, o peso foi outro, já que estou cá a gerar um filho, e na próxima virada estarei com um pimpolho(a) nos braços, coração na boca, alma ali, disposta a criar lembranças, que sejam as doces lembranças que tive, onde o natal era mais uma data, que todo dia era dia de se amar, todo dia era dia de laço na cabeça, de amigos por perto, de amor...onde na verdade meus dias eram (e são)feitos de natal!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MAIOR.


Estranho o quanto nos enganamos, ou o quanto nossos sentimentos mudam, ou...o quanto os sentimentos são vastos.
Semana passada o amor era bonito, grande, semana passada até me desiludi com nossa raça, pobre raça de corações partidos, achei que pouco iria restar de bom nesse mundão, semana passada achei que era feliz, inteira...e a semana passou...
Como uma borboleta recém nascida, sai de mim, vi que a felicidade da semana passada era pequena, miúda, a inteireza que achei ser dona, caiu por terra, me faltava pedaços, coisinhas tão pequenas, tão importantes, era pouco, parecia o suficiente, me assustei, chorei, achei que não cabia mais amor, que iria sufocar, de maneira reprimida busquei explicações, comprovações, meus olhos viam o que meu coração pediu com tanto amor, meus olhos quase não enxergava de tanto transbordar, desaguava sem parar de tanta luz, não pode ser...o amor pode sim crescer e o bonito...se multiplicar.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Amor.


Algumas coisas não precisam ser explicadas, algumas delas falam por si, arrepia a pele e revira as entranhas.
Desde sempre possuo esse dom, farejo alto aquilo que não me acrescenta, olhares que parecem querer roubar-te a alma, aqueles que saem faísca, esses são os que reviram as entranhas, sorrisos falsos, que arrepiam a pele...Tantas coisas que tantos propagam pelo ares, tanta coisa inútil, tanta coisa mesquinha, uma fagulha a mais na bolha que vivemos, na superficialidade decadente, na pobreza de espirito, no pouco que a humanidade está se resumindo...e antes fosse o nada, por que o que meus olhos teimam a ver é muito pior, é a falta de esperança no homem, é tentar de maneira desesperada plantar o bem e se ver sozinha, sozinha em uma multidão de corações amargos, sabendo que a única maneira é continuar a plantar, ainda que sozinha, isso nunca precisaram me explicar, ainda que muitos já tenham se esquecido.
Acredito viver em uma época que não me encontro, hoje não existem ideais, não se sabe lutar por seus ideais, em pleno 2010 o amor está cada vez menos livre, a inocência se foi junto com o amor.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nasci para voar.


Minha cabeça anda a mil, tão a mil que mil vezes sentei à frente do caderninho, aquele de capa surrada e folhas amassadas, aquele que carrego a tira colo, vai que uma idéia surge na cabeça, tenho de ter papel e caneta,e nada! nada...comecei vários textos, arrisquei poesias e BUMMM... morri na primeira linha...
Vai ver tô meio assim, muita coisa pra falar que o melhor mesmo é ficar quietinha...a pensar, assim consigo voar.